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No domingo, goleada por 4 a 0 sobre o Vasco. Quatro dias depois, uma atuação pobre e empate por 0 a 0 com a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. O Botafogo segue com uma das características mais marcantes da equipe nesta Série B do Brasileirão: a dificuldade de se impor longe do Rio de Janeiro.
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Como de praxe, o Alvinegro fez uma partida protocolar, foi pobre em termos ofensivos e ainda saiu com um ponto na conta. Se analisar no sentido de tabela, o resultado foi bem-vindo: o Glorioso aumentou a vantagem para o Coritiba, vice, para 2 pontos e pode confirmar o acesso contra o Operário, na próxima segunda-feira, no Estádio Nilton Santos.
Em campo, as dificuldades persistem. O Botafogo sai mas o futebol permanece no Rio de Janeiro. O time pode não ter sofrido no sentido defensivo – Diego Loureiro, por exemplo, foi mero espectador do duelo – mas também não ameaçou a Macaca.
A diferença de postura para jogos na Cidade Maravilhosa para compromissos fora é gritante. Em Campinas, o Botafogo foi pouco eficiente, abusou de bolas alçadas em direção à área sem sentido e teve pontas com atuações ruins. O empate, diante de todo esse contexto negativo, parece um alívio. Não deveria ser.
Se nada de braçadas no Nilton Santos e é, de longe, o melhor mandante da competição, o nível de desempenho do Botafogo longe do Rio de Janeiro é algo a ser colocado no papel e discutido. Dos males, contudo, o menor: o Alvinegro tem acesso encaminhado à Série A do Campeonato Brasileiro – no fim das contas, o objetivo do time.